Você já teve a sensação de que só se sente "de verdade" quando é visto, reconhecido ou validado por alguém?

​No livro Eu só existo no olhar do outro?, os psicanalistas Ana Suy e Christian Dunker debatem essa questão central da nossa subjetividade. Desde o início da vida, somos constituídos pelo olhar e pelo desejo de quem cuida de nós. Como coloca a psicanálise, o "eu" não nasce pronto; ele se forma a partir do outro.

​Contudo, viver em função da aprovação alheia ou achar que existe uma "essência" perfeita e escondida no fundo do peito pode gerar uma busca exaustiva. Nós precisamos do outro para nos constituir, mas também precisamos aprender a sustentarmos quem somos para além das expectativas alheias.

​Encontrar esse equilíbrio entre o acolhimento do outro e a construção da própria autonomia é um dos caminhos do processo terapêutico.

Beatriz Rosolen Stefanini - ​Atendimento em Campinas e online - psicóloga